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O filme "Parasita" expõe os contrastes presentes na vida de duas famílias sul-coreanas, uma rica e outra pobre, e a ascensão social da segunda às custas da primeira. Tal situação de desigualdade se assemelha à realidade social brasileira como fruto da marginalização de determinados grupos e que se perpetua pelo discurso meritocrático.
Em princípio, destaca-se a histórica marginalização da população negra como fator formador do corpo social atual. O sociólogo Florestan Fernandes apontou o quanto a libertação dos escravizados em 1888 não foi acompanhada por medidas que visassem à integração destas pessoas à coletividade, mantendo, assim, as relações de desigualdade pré-existentes. Este processo fez com que esse grupo fosse privado de direitos sociais como saúde e educação dignas, dificultando sua ascensão social e tomada de outros espaços na sociedade, percebidos na quase ausência de médicos negros ou líderes de empresas, por exemplo.
Ademais, o mito da meritocracia também atua como fator que mantém as desigualdades no capitalismo contemporâneo. A existência de uma elite branca letrada que alcançou este status pela exploração de escravos ou do proletariado fez com esta buscasse justificar sua posição como fruto do trabalho árduo e de mérito próprio. Esse argumento ignora as desigualdades materiais das pessoas, mas acaba ganhando espaço no imaginário coletivo, culpando a população periférica pela sua condição e desestimulando-a a mudar de vida, alimentando, assim, uma sociedade capitalista que sobrevive às custas da desigualdade.
É necessário, portanto, que o Ministério da Educação amplie políticas afirmativas como as cotas, assegurando uma porcentagem maior de negros nas universidades, além de prover uma educação de qualidade nas áreas periféricas, equipando as escolas com salas de informática, bibliotecas e aumentando a oferta do ensino integral. Assim, espera-se a atenuação das desigualdades do país, de modo que este se distancie cada vez mais da realidade apresentada em "Parasita".
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

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Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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