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#2631
Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema O “jeitinho brasileiro” em discussão no século XXI, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais e o Instituto Vox Populi. Os números refletem o quanto atitudes ilícitas, como essa, de tão enraizados em parte da sociedade brasileira, acabam sendo encaradas como parte do cotidiano.
“Muitas pessoas não enxergam o desvio privado como corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público”, diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira. Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público “O que você tem a ver com a corrupção”, que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.
Como lida diariamente com o assunto, Moreira ajudou a BBC Brasil a elaborar uma lista de dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.
  • Não dar nota fiscal
  • Não declarar Imposto de Renda
  • Tentar subornar o guarda para evitar multas
  • Falsificar carteirinha de estudante
  • Dar/aceitar troco errado
  • Roubar TV a cabo
  • Furar fila
  • Comprar produtos falsificados
  • No trabalho, bater ponto pelo colega
  • Falsificar assinaturas
“Aceitar essas pequenas corrupções legitima aceitar grandes corrupções”, afirma o promotor. “Seguindo esse raciocínio, seria algo como um menino que hoje não vê problema em colar na prova ser mais propenso a, mais pra frente, subornar um guarda sem achar que isso é corrupção.” Segundo a pesquisa da UFMG, 35% dos entrevistados dizem que algumas coisas podem ser um pouco erradas, mas não corruptas, como sonegar impostos quando a taxa é cara demais.
Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/ 2012/11/121024_corrupcao_lista_mdb.shtml. Adaptado.

TEXTO II
O “jeitinho brasileiro” em discussão no século XXI redação enem.png
O “jeitinho brasileiro” em discussão no século XXI redação enem.png (329.68 KiB) Exibido 878 vezes

TEXTO III
No Brasil, basta um escândalo de corrupção estampar as manchetes dos jornais para que os comentaristas de plantão vociferem palavras de ordem na internet em que exigem, até, a pena de morte para os corruptores. Mas esses mesmos gritos raivosos aceitam, pacificamente, os pequenos crimes que eles próprios e muitos conhecidos praticam no dia a dia, sem nem mesmo perceber que o “jeitinho” do cotidiano também é uma forma de corrupção.
Na última semana, um cartaz colado em um muro de uma grande avenida de São Paulo perguntava aos passantes: “Habilitação suspensa?”. O anúncio, que desrespeitava a lei Cidade Limpa, legislação municipal que proíbe a colocação de cartazes em locais públicos, trazia um número de telefone e oferecia um serviço: dar um “jeitinho” nos pontos obtidos na carteira de motoristas que tiveram suas licenças para dirigir retiradas por causa do excesso de multas recebidas no trânsito.
O “jeitinho” brasileiro se estende para além do trânsito. Em pleno centro de São Paulo, a maior cidade do país, é possível comprar diplomas falsos que permitem a participação em concursos públicos e, mais comum ainda, atestados médicos, para justificar ausências mais prolongadas no trabalho. Também é possível, sem nem mesmo sair de casa, “roubar” o sinal da TV à cabo do vizinho, sem que ele saiba, ou comprar um aparelho decodificador de sinal pela própria internet e usá-lo para sempre sem ter que pagar mensalidade às operadoras, que, afinal, “cobram muito caro”. A prática é tão institucionalizada que tem até nome: “o gato net”.
Mas a corrupção diária pode ser ainda mais grave. A previdência social, uma das áreas mais afetadas pelo “jeitinho”, descobriu, apenas em 2013, 56 fraudes que causaram um prejuízo de 82 milhões de reais aos cofres públicos, afirma o Ministério da Previdência Social. O dinheiro estava sendo destinado para pessoas que passaram a receber benefícios depois de apresentarem documentos falsos, como atestados médicos ou comprovantes de união estável.
Uma pesquisa feita pelo Centro de Referência do Interesse Público (CRIP) da Universidade Federal de Minas Gerais mostrou em 2009 que 77% dos entrevistados acreditavam que a corrupção é um problema grave no país. Ao mesmo tempo, 35% delas concordaram que atitudes como sonegar impostos, quando eles são caros, podem ser erradas, mas não corruptas.
Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2013/12/04/sociedad/1386197033_853176.html. Adaptado.
#43731
O Delito Popularmente Tolerável
O conceito de corrupção, atualmente no Brasil, tem se modificado para a população. As pessoas definem o que é crime de acordo com suas conveniências, não de acordo com a lei. Nesse sentido, os mesmos que não perdoam a corrupção no poder público, são os mesmos que cometem e toleram pequenos delitos.
O chamado "jeitinho brasileiro", se constitui em pequenos crimes, porém considerados apenas "um pouco errado" e até indispensáveis para seus praticantes, pois é por meio desta corrupção, não vista assim por muitos, que as pessoas solucionam mais facilmente seus problemas do cotidiano, como por exemplo, furar uma fila para ser atendimento mais rapidamente.
No entanto, são os crimes corriqueiros que abrem espaço para as grandes corrupções, afinal, alguém que aceite ou entregue um troco errado tem maiores chances de se envolver em grandes corrupções, como lavagem de dinheiro, por exemplo.
Ultimamente os jornais noticiam com frequência escândalos de corrupção no poder público, como no caso da lava jato. Em resposta, a população imediatamente se revolta, realiza protestos, e reinvidica pena com o rigor máximo da lei. Porém, estes se esquecem de que os grandes delitos são alimentados pelos pequenos. Assim como o adulto precisa passar pela infância, um grande crime precisou começar aos poucos, até que houvesse a confiança e o preparo para se agir sem levantar suspeitas, ademais, ninguém comete um crime sozinho, sempre é necessário haver colaboradores para que este seja realizado.
Portanto, percebe-se que a sociedade brasileira criou um dicotomia em relação à corrupção no país, onde as pequenas são apenas erradas e aceitáveis, e as grandes intoleráveis e passíveis de pena máxima. Diante disso, é necessário que a escola, como formadora de cidadãos, trabalhe conceitos, reflexões e as consequências dos pequenos delitos, a fim de conscientizar tanto o corpo discente, como o próprio docente, de que o melhor combate para as grandes corrupções é a extinção das pequenas, afinal, o cidadão consciente e não capaz de realizar pequenos crimes dificilmente será capaz de realizar os grandes.

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Muito obrigada pela sua atenção 😘

Humanização da ciência

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GlendaMorais ajudou muito! Agradeço dema[…]

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