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No filme “Wall-E”, da Pixar, é retratado um planeta terra inabitável decorrente de atitudes humanas inconsequentes que o tornaram um enorme reservatório de lixo. Apesar de ficcional, tal contexto assemelha-se à atualidade brasileira, tendo em vista o crescimento exponencial que ocorre com a geração de resíduos. Nesse prisma, deve-se analisar como o sistema capitalista e o desleixo do Poder Público intensificam a problemática em questão.

É fundamental enfatizar, a princípio, que o capitalismo é um dos principais responsáveis pelo aumento do consumo e da geração de lixo. Isso porque, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, no século XXI, as pessoas vivenciam tempos líquidos, em que nada é feito para durar. Essa perspectiva pode ser comparada à obsolescência programada, na qual os eletroeletrônicos, por exemplo, são adquiridos e, em um curto espaço de tempo, já precisam ser substituídos por novas tecnologias, demonstrando uma redução do seu tempo de vida útil. Logo, é provocado o aumento da produção de resíduos, sobretudo eletrônicos, facilitando a contaminação do solo, do ar e da água.

Outrossim, a omissão estatal na gestão adequada do lixo agrava ainda mais a situação. Isso decorre da falta de uma política rígida que exija responsabilidade ecológica dos cidadãos, bem como da falta de fiscalização governamental aos aterros sanitários e demais locais destinados aos detritos. Não é à toa, portanto, que o prazo da Política Nacional de Resíduo Sólidos para que todos os municípios dessem o destino correto do lixo venceu há alguns anos, o que aumentou o número de lixões e a impunidade dos infratores. Por conseguinte, proliferam-se vetores de doenças, afetando as populações carentes que moram nas proximidades de tais locais – um problema não só ambiental, mas também de saúde pública.

Diante do exposto, é necessário minimizar o consumismo e otimizar as leis públicas para frear o excesso de lixo no Brasil. Nesse sentido, o Ministério da Educação – responsável por zelar pela qualidade de ensino- deve promover projetos pedagógicos nas escolas, como palestras e debates, por meio de profissionais que abordem aos discentes temas relacionados à redução de consumo, reutilização de produtos e descarte correto de rejeitos, a fim de fomentar a conscientização ambiental. Ademais, as prefeituras municipais, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, devem intensificar a fiscalização dos aterros sanitários, por intermédio de ambientalistas que verifiquem irregularidades no descarte do lixo e punam adequadamente os infratores. Feito isso, a sociedade brasileira não será mais reflexo do reservatório de lixo abordado pelo filme “Wall-E”.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

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Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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