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No clássico “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, o escritor pré-modernista Lima Barreto tece uma crítica mordaz sobre a trajetória do major Quaresma - um patriota nacionalista, ufanista e desesperadamente apaixonado pelo Brasil. Nessa perspectiva, o personagem promove a valorização do país por meio de uma visão utópica e ingênua do que seria uma Brasil ideal. Contudo, hodiernamente a dura realidade, reflete ainda, os efeitos de uma pátria repleta de desigualdades e problemáticas, principalmente no que concerne à alfabetização infantil.
Em primeira análise, é mister destacar que a evasão escolar é um dos fatores que corrobora para o analfabetismo. Nessa lógica, por diversas razões – sejam elas relacionadas à necessidade de trabalhar, dificuldades de acesso e locomoção até a escola ou mesmo a deficitária qualidade no ensino e pouca atratividade, a educação torna-se uma exceção frente ao que deveria constituir um direito básico dos cidadãos brasileiros. Por conseguinte, soma-se as disparidades socioeconômicas, multiplica-se pelo baixo incentivo ao saber e o resultado certamente será a descrença na educação.
Além disso, o analfabetismo na infância tem reflexos também na vida adulta. Desse modo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, configurada em 1948, que reorganizou direitos civis, políticos e sociais, dentre eles o direito à educação ainda permanece sendo negligenciada décadas depois. Afinal, um indivíduo que não sabe ler e escrever é potencialmente alvo de uma sociedade em que a desigualdade de oportunidades e o preconceito já são consolidados. Sendo assim, negar um direito básico como esse é negar também o direito de expressar a própria liberdade na tomada de decisões.
Portanto, é imprescindível que os órgãos do poder público brasileiro tenham participação efetiva na atenuação da problemática. Urge do Ministério da Educação investimentos na educação infantil por meio da valorização e capacitação dos profissionais docentes, atratividade do ambiente escolar e condições de infraestrutura adequadas ao aprendizado. Para tanto, o mapeamento dos indivíduos que não têm acesso a esse recurso também é essencial para identificar quem precisa de maior auxílio. Assim, se não alcançarmos um Brasil ideal como projetava Policarpo Quaresma seria, no mínimo, um Brasil mais digno. Afinal, como lembra o filósofo alemão Immanuel Kant, o homem é o que a educação faz dele.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

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Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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