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Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que a sociedade negligencia a questão menstrual no Brasil, nessa perspectiva vale ressaltar que a pobreza menstrual está diretamente ligada à desigualdade de gênero. Com isso, emerge um problema sério, em virtude da insuficiência legislativa e da ineficiência governamental.
Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante a insuficiência legislativa. Gilberto Dimenstein explica que no Brasil as leis são inefetivas, o que gera uma falsa sensação de cidadania. Tal inefetividade é nítida na questão da pobreza menstrual no Brasil, visto que à falta de acesso a produtos básicos de higiene no período menstrual, afetando diretamente o público feminino e seu desempenho. Dados da ONU mostram que, no mundo, a cada dez meninas uma falta às aulas durante o período menstrual. No Brasil, esse número é ainda maior, a cada quatro uma deixou de ir á escola por não ter absorvente. Assim, é urgente que a "cidadania de papel" - de que o jornalista falou - seja superada.
Além disso, a ineficiência governamental intensifica a gravidade do problema. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à questão da pobreza menstrual no Brasil, visto que o governo não está tomando atitudes que mudem a situação. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.
Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, por meio de investimentos referente a questão menstrual no Brasil, a fim de reverter a insuficiência legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de ação política presente no problema. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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Redação ENEM 2021

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