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Por Gi69
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#112268
Chico Bento, personagem criado por Maurício de Souza, é conhecido por ser um menino do interior com dialeto "caipira". Nas histórias em quadrinhos, o garoto, às vezes, é corrigido, porquanto consideram seu falar incorreto. Assim como Chico, milhares de pessoas possuem sotaques típicos das regiões em que vivem e, por isso, sofrem com o preconceito linguístico. Destarte, cabe analisar as causas desse problema, a saber, as condutas da escola e da mídia.

De início, atribui-se culpa às escolas pelo impasse. Esse fato se dá haja vista que, comumente, elas falham ao serem incisivas em relação ao modo de escrever e sobretudo de falar dos infantes. Para Foucault, filósofo frankfurtiano, instituições sociais - como os colégios - impõem limitações, proibições ou obrigações aos indivíduos, buscando disciplinar seus corpos. Deve-se entender, nesse sentido, que, a fim de discipliná-los, por exemplo, para o mercado de trabalho no qual, geralmente, é exigido uma boa comunicação e escrita, as instituições de ensino supervalorizam e focam demasiadamente a norma-padrão. Sendo assim, elas deixam, muitas vezes, não só de explicar que nem sempre é preciso falar e escrever como aprendido nas aulas, mas também de valorizar a variedade linguística. Em virtude disso, diversos discentes, por enxergarem regionalismos e linguagens culturais - dentre outros - como errados, passam a discriminar e "corrigir" pessoas, como Chico Bento. Em suma, os colégios erram na forma de disciplinar.

Ademais, a mídia possui responsabilidade pela problemática. Isso em razão de que essa instituição não combate, frequentemente, o preconceito linguístico, ampliando, por conseguinte, a antipatia à cultura periférica. A esse respeito, Adorno e Horkheimer defenderam que tal pilar social não tem como fito o bem-estar social, e sim a lucratividade. Sob tal ótica, por não ser um assunto que gere rendimentos - de modo análogo aos anúncios publicitários, que incentivam o consumismo -, os veículos comunicativos ignoram explicações sobre o fato de não existir linguagem certa, mas a norma-padrão e variações linguísticas. Como efeito, são reforçados preconceitos, como o de que o modo de falar correto é o de pessoas com prestígio social - por exemplo, os comunicadores sociais, os quais, geralmente, usam a norma-culta. Isso, por sua vez, resulta no repúdio às produções artísticas que não fazem uso dessa linguagem, tal qual o rap e o funk. Logo, é fulcral que os filósofos estejam equivocados.

Portanto, a fim de combater o preconceito linguístico, urge que tanto as escolas quanto a mídia - por terem poder de moldar a mentalidade social - desconstruam a ideia de que qualquer forma de comunicação não culta é incorreta. Tal medida pode ser concretizada mediante a administração de aulas por estas e de campanhas por aquela sobre as variações da língua portuguesa.

Esforço é essencial, mas não é só com isso que chegamos onde queremos. Força, galera!
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

Sua nota nessa competência foi: 200

Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.

Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

Sua nota nessa competência foi: 200

Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Sua nota nessa competência foi: 180

Você atingiu aproximadamente 90% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Sua nota nessa competência foi: 200

Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Sua nota nessa competência foi: 200

Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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Por Gi69
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#113012
@geoca, correção maravilhosa, Ge! Obrigadaaaa!
OBS:
Pilar social refere-se, no texto, à mídia.
Concordo com a observação referente ao termo "cultura periférica"
"urge que os filósofos estejam equivocados" é o mesmo que dizer " a mídia precisa mudar sua conduta " :mrgreen:

Esforço é essencial, mas não é só com isso que chegamos onde queremos. Força, galera!
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