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Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu nas suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Segundo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também o preconceito linguístico no Brasil, ainda que elas sejam estigmatizadas por parte da sociedade. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e a intolerância social que favorecem esse quadro.
Primeiramente, deve-se ressaltar a forma como parte do Estado costuma lidar com essa problemática no Brasil. Isso porque, como afirmou Gilberto Dimenstein, na sua obra “Cidadão de Papel”, a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza, na prática. Prova disso é a escassez de políticas públicas voltadas para a aplicação do artigo 227 da “Constituição Cidadã”, que garante, entre tantos direitos, o respeito e a dignidade. Isso é perceptível seja pela pequena campanha de incentivo acerca da necessidade do respeito, mesmo com pouco espaço destinado a campanha. Assim, infere-se que nem mesmo o princípio jurídico foi capaz de combater tal situação.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a intolerância social, nos moldes predominantes no Brasil, como outro fator que contribui para a manutenção do preconceito. Para entender tal apontamento, é justo relembrar de algumas novelas como “Eta Mundo Bom”, da Globo, em que os personagens principais são ridicularizados pela fala. Sob essa ótica, pode-se afirmar que é vista como comédia a forma linguística da novela, uma vez que usando-as para entretenimento, não contribuem para esse combate.
Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar. Para isso é imprescindível que o Estado — instituto responsável pela manutenção da ordem social – torne ativo o Ministério da Educação para financiar campanhas nas mídias, principalmente na TV, por intermédio a debates, depoimentos e palestras, ressaltando a diversidade e repudiando atitudes de preconceito, a fim de conscientizar e enfatizar a inclusão dessas variedades linguísticas que influenciarão na formação ética dos cidadãos. Assim, se consolidará, na prática, a lógica barrosiana na sociedade brasileira.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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