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A constituição federal de 1988, prevê em seu artigo 6° o direito à segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o aumento de homicídios entre os jovens no Brasil. Dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão relevante. Diante dessa perspectiva, faz imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.


Em uma primeira análise, é válido ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o impasse da violência que cerca a vida de muitos jovens brasileiros. Sendo uma dura realidade ainda mais suscetível a um homem preto, já que ele está constantemente lidando com mais riscos, devido a desigualdade ainda existente na sociedade. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do "contrato social", já que o estado não cumpre com sua função de garantir que todos os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, tal como a segurança, o que lastimosamente é uma realidade evidente no país.


Ademais, é fundamental apontar a desigualdade de renda como um fator impulsionador dessa problemática, onde, por falta de condição, não há acesso a educação, tornando-a uma situação ainda mais vulnerável a esse cenário. "O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles". A afirmação atribuída pela filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode ser facilmente aplicada a essa circunstância, já que mais escandalosa do que sua existência, é o fato da população ter se habituado a essa situação. Logo, é inadmissível que esse quadro continue a perdurar.


Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo juntamente com o Ministério da Educação, iniciem um projeto de educação para todos, por intermédio da construção de escolas nas áreas mais precárias, a fim de dar uma oportunidade para aqueles menos favorecidos. Dessa forma, o Estado finalmente estará desempenhando corretamente seu "contrato social", conforme afirma John Locke.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

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Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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