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No filme sul-coreano Parasita, a trama se passa em torno de uma família pobre, os Kim, e alguns de seus problemas envolvem coleta de esgoto eficiente e até mesmo enchente. Tal situação não é exclusividade da ficção, muito pelo contrário: em todo mundo, a falta de saneamento básico adequado é um fator incômodo à vida de milhões de pessoas, e no Brasil não é diferente. A qualidade do saneamento é baixa ou inexistente para uma parcela da população e a questão envolve uma mistura de pouco planejamento urbano e interesse insuficiente do poder público.
A definição de saneamento básico envolve toda a estrutura voltada para acesso à água potável, coleta de esgoto e lixo e drenagem de água urbana ou pluvial. Consultando a etimologia, porém, já dá pra ter uma noção de sua importância: a palavra vem do termo sanus, em latim, e quer dizer “saudável”. E é para manter as pessoas saudáveis que serve um bom sistema de saneamento, já que é uma forma eficaz de se prevenir doenças. Uma rua om bom escoamento de água e sem enchentes diminui as chances de transmissão de leptospirose, doença passa pela urina de rato, e um sistema de esgoto eficiente ajuda a combater a cólera, já que o indivíduo infectado pode passar para outros através das fezes. De acordo com a Organização mundial da Saúde, cada um dólar investido em saneamento é capaz de se transformar em uma economia de 4,3 dólares no setor da saúde em geral.
Apesar dos fatos, entretanto, a realidade mostra que toda a estrutura ainda é aquém do que deveria oferecer. Mais de 30 milhões de pessoas no país não tem acesso à água tratada e cerca de 50% não possui rede de esgoto em sua casa. O problema do saneamento acaba entrando em outro maior: o da falta de planejamento urbano, potencializado pelo crescimento desordenado, sobretudo após o auge do êxodo rural a partir da década de 1960. E boa parte dos descendentes dos migrantes compõe a parte mais carente da população urbana, essa que é a que mais sofre da falta de serviços sanitários, assim como a família Kim sofre em Parasita. As prefeituras, que deveriam procurar resolver essas pendências, pouco sofrem pressão pública, já que quem mais sofre geralmente não tem a noção da importância e quem a tem, que é a parte mais rica e informada, não é afetado pessoalmente.
A solução se dá através de aumentar investimentos em estrutura de saneamento como coleta de esgoto, escoamento de água para evitar enchentes e entre outros, que poderiam ser feitas dentro de planejamentos de modernização urbana feitos pelas prefeituras municipais, sobretudo em áreas carentes, para assim contemplar aqueles que, agora, são renegados ao direito aos acessos a esses serviços. Entretanto, para que isso seja feito, é preciso pressão, e isso pode ser feito por setores da sociedade civil através de ativismo para chamar atenção a discussão acerca do assunto.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

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Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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Redação ENEM 2021

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