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#65136
Segundo o filósofo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Nesse sentido, na concepção do pensador, a qualidade de vida possui grande valor na existência humana. Contudo, a realidade da sociedade é oposta, visto que grande parcela da população apresenta ignorância quanto à educação financeira, tal problema torna-se evidente nos dados de consumidores negativados. Ademais, no mundo contemporâneo, o consumo é visto como ferramenta para singularidade social, essa ideia propicia que milhões de cidadãos sejam subordinados ao consumismo, não tendo em mente suas limitações econômicas. Diante dessas perspectivas, cabe avaliar os fatores que favorecem a irracionalidade em economizar e investir dinheiro e a excessiva consumação.
Diante disso, as pessoas possuem pouca instrução financeira, tal fato corrobora ao número de cidadãos endividados e com desconhecimento das práticas de investimento e moderação nos gastos. Sob esse viés, para o filósofo Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, assim, tal reflexão propicia a ideia de que a ignorância está intrinsicamente ligada à falta da educação, a situação econômica das famílias brasileiras é um reflexo dessa afirmação. Relacionado a isso, parcela da sociedade não sabe lidar com dinheiro devido à desinformação e, consequentemente, segundo dados do SPC, a inadimplência torna-se uma realidade, a qual para cada 4 brasileiros um 1 é inadimplente. Portanto, a falta de estímulo à sapiência financeira é diretamente proporcional à ignorância popular.
Além do mais, o excesso de consumo intensifica o número de pessoas com problemas financeiros. Nessa perspectiva, o sociólogo Zygmunt Bauman, aponta a falta de solidez nas relações econômicas, como característica da chamada ''modernidade líquida'', a qual o principal problema é o desejo insaciável de continuar consumindo, em que os indivíduos sociais se matam trabalhando cada vez mais buscando novos desejos a serem saciados. Nesse ponto de vista, é visível que a sociedade ignora atitudes necessárias como poupar, planejar e controlar os gastos, para assim obter felicidade, por meio da obtenção material, gerando futuras gerações aptas à indisciplina do orçamento individual. Logo, o consumista sofre o processo de oniomania, cujos sintomas são os atos de estourar o orçamento e viver com dívidas.
Em suma, medidas devem ser tomadas para desenvolver a educação financeira, em evidência no Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve exigir, por meio de projetos sociais e de aulas que abordem sobre a tônica, alternativas didáticas de educação relacionados ao cuidado na utilização das finanças, em que seja possível desenvolver indivíduos conscientes e preparados para investir. De forma que, a partir desses programas, seja possível estimular um lado crítico na sociedade, como forma de reeducar e de coibir atitudes de despreparo econômico. Em síntese, diante dessas soluções, o Brasil tornar-se-á um país com pessoas capacitadas ao controle da sua vida financeira, assim como é previsto nos ideais de Platão.

    Competência 1

    Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

    Sua nota nessa competência foi: 140

    Você atingiu aproximadamente 70% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.

    Competência 2

    Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

    Sua nota nessa competência foi: 180

    Você atingiu aproximadamente 90% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

    Competência 3

    Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

    Sua nota nessa competência foi: 160

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.

    Competência 4

    Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

    Sua nota nessa competência foi: 170

    Você atingiu aproximadamente 90% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

    Competência 5

    Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

    Sua nota nessa competência foi: 180

    Você atingiu aproximadamente 90% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

    #65550
    Correção de redação - ENEM
    @Jonatahpfg - EDUCAÇÃO FINANCEIRA NO BRASIL: É POSSÍVEL ECONOMIZAR E INVESTIR DINHEIRO?

    A1, A2 e retomadas (tese)
    Elementos temáticos
    Ótimo! Muito bem!
    Poderia ser melhor
    Erro (desvio)
    Adicionar
    Confuso (não está claro)
    Repetição
    Desnecessário
    Conectivos e operadores argumentativos
    Repertório e/ou material sociocultural
    Elementos da proposta

    Segundo o filósofo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Nesse sentido, na concepção do pensador, a qualidade de vida possui grande valor na existência humana. Contudo, a realidade da sociedade é oposta, visto que grande parcela da população apresenta ignorância quanto à educação financeira, a qualtal problema torna-se evidente nos dados de consumidores negativados. Ademais, no mundo contemporâneo, o consumo é visto como ferramenta para singularidade social (É necessário explicar esse conceito ao leitor) , (melhorar conexão) essa ideia contribui parapropicia que milhões de cidadãos sejam subordinados ao consumismo, não tendo em mente as suas limitações econômicas. Diante dessas perspectivas, cabe avaliar os fatores que favorecem a irracionalidade em economizar e investir dinheiro (A1 antecipado) e a excessiva consumação (A2 antecipado).
    ➜ Boa introdução! Tese evidente; repertório produtivo; argumentos antecipados pontuados. Entretanto, atente-se à organização da estrutura do parágrafo, que poderia melhorar em alguns pontos, assim, trazendo mais clareza ao seu posicionamento. :!:

    Diante disso, [retomada do A1 > as pessoas possuem pouca instrução financeira, o quetal fato corrobora aoo número de cidadãos endividados e com desconhecimento das práticas de investimento e moderação denos gastos. Sob esse viés, para o filósofo Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, assim, tal reflexão propicia a ideia de que a ignorância está intrinsecamenteintrinsicamente ligada à falta da educação, sendo a situação econômica das famílias brasileiras é (retirar) um reflexo dessa afirmação. [melhorar conectivo > Relacionado a isso, parcela da sociedade não sabe lidar com dinheiro devido à desinformação (Que desinformação? Quem dissemina-a? Explique!) e, consequentemente, segundo dados do SPC, a inadimplência torna-se uma realidade, a qual para cada 4 brasileiros um 1 é inadimplente. Portanto, a falta de estímulo à sapiência financeira é diretamente proporcional à ignorância popular.
    ➜ Bom desenvolvimento! Porém, na minha opinião, faltou um pouco de especificação. Você poderia ter explicado melhor a respeito da desinformação que pontuou como causa da ignorância financeira. Lembre-se: sempre que trouxer uma informação, certifique-se que ela será desenvolvida e explicada! Ah, atente-se à organização da estrutura, também. :geek:

    Além do mais, [retomada do A2 > o excesso de consumo intensifica o número de pessoas com problemas financeiros. Nessa perspectiva, o sociólogo Zygmunt Bauman, (retirar) aponta a falta de solidez nas relações econômicas, como característica da chamada ''modernidade líquida'', naa qual o principal problema é o desejo insaciável de continuar consumindo, em que os indivíduos sociais "se matam" (coloque conotações entre aspas) trabalhando e, cada vez mais, buscando novos desejos a serem saciados. Nesse ponto de vista, é visível que a sociedade ignora atitudes necessárias, como poupar, planejar e controlar os gastos, para, assim, obter felicidade, por meio da obtenção material, gerando futuras gerações aptas à indisciplina do orçamento individual. Logo, o consumista sofre o processo de oniomania, cujos sintomas são os atos de estourar o orçamento e viver com dívidas (Massa!).
    ➜ Gostei! Porém, a minha única objeção é com o tamanho do repertório apresentado. Valide sempre a possibilidade de sintetizar esse tipo de material, afinal, assim, terá mais espaço livre para, de fato, estruturar o desenvolvimento argumentativo. Entretanto, a sua argumentação não está ruim. Ah, novamente, atente-se à estrutura de construção e, também, ao uso da vírgula. :!:

    Em suma, medidas devem ser tomadas para desenvolver a educação financeira, em evidência no Brasil. Dessa maneira, o Ministério da Educação (AGENTE) deve exigir (Exigir a quem? Exigir não é sinônimo de criar ou promover!) (AÇÃO), por meio de (MEIO DA AÇÃO) projetos sociais (Como seriam feitos?) e de aulas (Em que locais? Escolas? Empresas?) que abordem sobre a tônica, alternativas didáticas de educação relacionadasos ao cuidado na utilização das finanças, em que seja possível desenvolver indivíduos conscientes e preparados para investir (EFEITO DA AÇÃO). De forma que, a partir desses programas, seja possível estimular um lado crítico na sociedade, como forma de reeducar e de coibir atitudes de despreparo econômico (FINALIDADE DA AÇÃO). Em síntese (Resumo do resumo? Evite utilizar dois operadores de resumo no mesmo parágrafo!), diante dessas soluções, o Brasil tornar-se-á um país com pessoas capacitadas ao controle da sua vida financeira, assim como é previsto nos ideais de Platão.
    ➜ A sua proposta é interessante, porém, mal formatada. Note que você não destinou a função de promover a sua intervenção ao Ministério, então, quem vai realizar a intervenção? Além disso, você traz um meio não detalhado. Como os projetos sociais seriam feitos? E as aulas? Entende? Atente-se a isso! A sua conclusão precisa ser, antes de mais nada, clara e eficiente. Não adianta trazer várias finalidades e não explicar o principal: como as medidas seriam aplicadas. Por isso, então - em soma à redução padrão por conta ausência de um detalhamento -, vou manter a sua C5 no nível 4.

    Nota :!:
    C1 (160) Ps.: como há mais de 5 desvios naturalmente diferentes, a sua C1 poderia, facilmente, ser reduzida ao nível 3. Porém, como eu não vejo MUITA gravidade nos erros, a coloquei no nível 4. Entretanto, atente-se a eles! :!:
    C2 (200)
    C3 (200)

    C4 (180) Ps.: a má organização de algumas estruturas de conexão - e de ideias - prejudicou a coesão da sua redação.
    C5 (160)

    Material recomendado:

    #65563
    Jonatahpfg escreveu:Vlww @eurodrigo ;)
    Por nada, maninho. Fique de olho nas objeções e busque corrigir os erros mais recorrentes, principalmente aqueles relacionados ao uso de vírgula e à estrutura de coesão. As suas redações são ótimas, mas ainda precisam desse olhar mais técnico. Beleza?

    Aguardo as próximas! Abs. ;)

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