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Em 2018, foi sancionada a Lei Castilho, que visa a democratização do acesso à leitura para todo o Brasil. No entanto, três anos após ser aprovada, essa lei não se mostrou eficiente, visto que o brasileiro lê, em média, apenas 2,4 livros por ano segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, feita em 2020. Nesse contexto, vale ressaltar que a dificuldade na formação de uma geração de leitores no Brasil ocorre por vários desafios, como a negligência governamental e a falta de estímulo à leitura nas escolas brasileiras.
Em primeiro plano, é inegável que a falta de medidas governamentais eficientes é um grande obstáculo do acesso à leitura e educação no Brasil. De acordo com o Artigo 3 da Constituição Federal de 1988, reduzir a desigualdade social e regional constitui como um dos principais objetivos do Estado. Porém, é visível que esse objetivo não vem sendo cumprido plenamente quando se trata do acesso à leitura, visto que a taxação na venda de livros e a falta de investimentos em acervos públicos, responsabilidades do Governo brasileiro, dificultam o acesso ao hábito da leitura no Brasil para a população mais humilde, e assim abrindo portas para a desvalorização da literatura. Logo, enquanto o Estado não cumprir seu objetivo descrito no Artigo 3, a formação de uma geração de leitores continuará distante da realidade brasileira.
Ademais, é válido destacar a falta de estímulo à leitura dentro das escolas brasileiras como impulsionador da dificuldade na formação de leitores no Brasil. No filme “A Sociedade dos Poetas Mortos”, de 1989, o professor John Keating incentiva seus alunos à leitura de poemas, mudando a forma dos garotos, vítimas de pais conservadores e autoritários, de verem o mundo. Fora da ficção, a realidade das escolas no Brasil é contrária ao cenário apresentado no filme, visto que as instituições educacionais pouco incentivam os alunos à leitura de maneira didática e recreativa, visando apenas o uso de livros para bons desempenhos em provas, dificultando a formação do gosto pela leitura, já que os jovens acabam lendo apenas por obrigação. Assim, enquanto as escolas brasileiras manterem uma metodologia de ensino omissa, o hábito da leitura continuará a ser incomum no Brasil.
Portanto, para que a formação de uma geração de leitores no Brasil se torne uma realidade, é preciso que a população, em parceria com ONG’s de valorização da cultura, crie projetos sociais com o objetivo de levar a leitura para locais mais necessitados, por meio da criação de espaços de leitura virtuais e físicos. Além disso, também cabe à população cobrar do Estado reformas nas metodologias de ensino, por meio da mobilização popular, uma vez que a pressão popular é uma ferramenta eficiente para a mudança de postura das autoridades, a fim de formar jovens que busquem pelo crescimento pessoal através dos livros. Dessa forma, o acesso à leitura no Brasil poderá ser democratizado, e a literatura se tornará mais valorizada no país.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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vc escreve muito bem parabéns!! eu achei d[…]

O ABANDONO E A EVASÃO ESCOLAR NO BRASIL////[…]

jherodrigues quando tiver tempo se puder corrigir[…]

Corrija seu texto agora mesmo, é de GRAÇA!

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