Página 1 de 1

Cultura do cancelamento no meio virtual

Enviado: 24 Mai 2022, 12:42
por juli4g
Na vigésima primeira edição do programa de sobrevivência, "Big Brother Brasil", a ex-participante Karol Conká, sofreu com o cancelamento criado dentro e fora da casa. Este cancelamento sucedeu alguns comportamentos negativos direcionados ao também participante, Lucas Koka Penteado, que mais tarde fora repudiado pelos participantes e pelo público, levando à sua alta rejeição.

A problemática se desenvolve desde que se ultrapassa o limite do julgamento, quando essa categoria de linchamento virtual afeta totalmente a vida da pessoa linchada. Primeiro, espera-se o desenvolvimento da consciência da gravidade de tais atos, que antecede a mudança de postura por parte do condutor das ações.

Nota-se uma "onda" de ódio nas principais plataformas sociais, onde podemos destacar o "Twitter", berço de discussões que, geralmente, estão nos "Trending Topics". A maior parte desses discursos de ódio são justificados pela "liberdade de expressão", tema atual e pertinente, que acaba se fazendo necessário para o longo contexto em que estamos inseridos.

Há uma grande discussão em torno da crescente banalização da liberdade de expressão, já que, o que é dito e feito na "internet", possuindo uma bagagem constituída por fatos ou opinião, — aonde nem sempre há uma distinção correta — e até mesmo por preconceito e discriminação, muitas vezes acaba sendo tolerável pelos usuários.

É indispensável o investimento numa educação inclusiva, que gere discussões sobre pautas como: notícias falsas; o estudo acerca do direito e liberdade à expressão, garantindo o "cumprimento" com os direitos humanos, além do exercício de empatia. Todas essas sugestões poderiam ficar a cargo do Ministério da Educação, das Secretárias de Educação, do Ministério das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovações, em conjunto com influenciadores e criadores de conteúdo digital.