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Por geoca
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#117097
Em seu conceito "Banalidade do Mal', a filósofa Hannah Arendt discute como a constante repetição de uma atitude hostil é vista de forma normalizada pela sociedade. Em analogia ao pensamento da escritora, é evidente que ele condiz com a realidade brasileira já que, por a falta de recursos pelas mulheres para garantir sua dignidade no período menstrual ser recorrente no Brasil, suas consequências, como os impactos nas suas vidas, sobretudo na social, são vistas de forma normalizada. Sob esse viés, faz-se necessária a análise desse cenário, bem como possíveis soluções para combatê-lo.

Primordialmente, é válido ressaltar a influência histórica como um dos fatores que dificultam a efetivação de políticas públicas de saúde que combatam a pobreza menstrual no país. Isso ocorre, porque, ao decorrer dos períodos da história humana, as mulheres, por não serem reconhecidas como detetoras de direitos, como na cidade de Atenas, na Grécia Antiga, tinham suas necessidades negligenciadas. Dessa forma, construiu-se uma sociedade, por exemplo, brasileira, baseada no patriarcal, em que o homem domina a esfera social e possui seus interesses contemplados, enquanto a figura feminina, mesmo que não igualmente aos outros tempos históricos, possui recursos básicos, como o acesso a produtos de higiene menstrual, recusados, sendo esse cenário intensificado ainda mais pela construção de tabus a cerca do tema, haja vista que isto impossibilita a visibilidade do assunto e, por conseguinte, dificulta a cobrança da população, sobretudo mulheres que não possuem acesso efetivo a informação, de medidas, por parte do Governo, que combatam essa problemática no corpo social brasileiro.

Por conseguinte, muitas pessoas do sexo feminino encontram-se desamparadas no quesito de higiene pessoal o que impacta, exemplificadamente, na sua vida social. Isso se dá, porque, devido à invisibilidade feminina e, consequentemente, dos seus direitos, as mulheres, sobretudo as carentes economicamente, tornam-se invisíveis perante as figuras públicas e dependentes de projetos sociais que doem produtos durante seu ciclo menstrual. Todavia, infelizmente,nem todas conseguem serem contempladas por essas ações e, desse modo, possuem seu cotidiano e ,por vezes, sua saúde, afetada, haja vista os casos de meninas que faltam nas escolas, devido á escassez de recursos durante seu período menstrual, tal como absorventes, o que evidencia que a escassez de políticas públicas por parte do Estado, além de romper com o direito à saúde rompe, também, com outros aspectos importantes na vida desses indivíduos, como a educação.

Destarte, cabe ao Governo Federal - importante entidade para a garantia do bem-estar social-, por meio do Ministério da Saúde, além de promover campanhas para a propagação de informações sobre o assunto menstrual, disponibilizar produtos de higiene, por exemplo, em postos de saúde, a fim de proporcionar um melhor conforto no período menstrual, principalmente de jovens e mulheres em situações de vulnerabilidade, combatendo a pobreza menstrual. Assim, será possível erradicar essa banalidade da sociedade brasileira.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

Sua nota nessa competência foi: 180

Você atingiu aproximadamente 90% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.

Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

Sua nota nessa competência foi: 200

Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Sua nota nessa competência foi: 120

Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.

Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Sua nota nessa competência foi: 160

Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Sua nota nessa competência foi: 160

Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.

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Por Felipe082
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#0
Oi, @hgdgc. Obrigado por contribuir para o projeto! :)
Seus comentários são pertinentes, mas as notas que você atribuiu são rigorosas demais.
Recomendo a leitura do manual dos corretores do ENEM: apostila-manual-de-leitura-dos-corretor ... 15107.html

Fiz uma correção, @geoca. Não ficou muito organizada, mas espero que dê para entender.

Em seu conceito "Banalidade do Mal', a filósofa Hannah Arendt discute como a constante repetição de uma atitude hostil é vista de forma normalizada pela sociedade. Em analogia ao pensamento da escritora, é evidente que ele condiz com a realidade brasileira (achei meio confusa a articulação entre as frases; sugiro: "De maneira análoga ao pensamento da escritora, a pobreza menstrual é banalizada na realidade brasileira [...]"), (faltou uma vírgula aqui) já que, por a falta de recursos pelas mulheres para garantir sua dignidade no período menstrual ser recorrente no Brasil, suas consequências, como os impactos nas suas vidas, sobretudo na social, são vistas de forma normalizada. Sob esse viés, faz-se necessária a análise desse cenário, bem como possíveis soluções para combatê-lo (no meu ponto de vista, essa frase é um pouco vaga). (sua introdução está muito boa; só faltou citar a expressão "pobreza menstrual")
Primordialmente (não gosto muito desse conectivo para iniciar o D1, porque ele pode transmitir uma ideia de prioridade em relação ao D2), é válido ressaltar a influência histórica como um dos fatores que dificultam a efetivação de políticas públicas de saúde que combatam a pobreza menstrual no país. Isso ocorre, porque, ao decorrer dos períodos da história humana, as mulheres, por não serem reconhecidas como detetoras detentoras (acredito que tenha sido um erro de digitação; não vou contar como um desvio) de direitos, como na cidade de Atenas, na Grécia Antiga, tinham suas necessidades negligenciadas. Dessa forma (houve um salto temático muito brusco, causado, em parte, pelo uso do conectivo conclusivo "dessa forma"; é importante deixar claro há uma distância temporal de séculos entre a sociedade ateniense e a brasileira, de modo que não se pode afirmar que o patriarcalismo desta foi originado, diretamente, pelo patriarcalismo daquela), construiu-se uma sociedade, por exemplo, brasileira, baseada no patriarcal patriarcalismo (o termo "patriarcal" é um adjetivo e, por isso, deve ser usado apenas para caracterizar um substantivo), em que o homem domina a esfera social e possui seus interesses contemplados (quais interesses?), enquanto a figura feminina, mesmo que não igualmente aos outros tempos históricos, possui recursos básicos, como o acesso a produtos de higiene menstrual, recusados, sendo esse cenário intensificado ainda mais pela construção de tabus a cerca do tema (quais tabus?), haja vista que isto isso (o ENEM não considera o uso incorreto de pronomes demonstrativos um desvio) impossibilita a visibilidade do assunto e, por conseguinte, dificulta a cobrança da população, sobretudo mulheres que não possuem acesso efetivo a informação, de medidas (em quais aspectos o governo falha?), por parte do Governo governo, que combatam essa problemática no corpo social brasileiro (não encontrei desvios nessa frase, mas seria interessante reformulá-la para reduzir a quantidade de vírgulas e, com isso, tornar a leitura mais fluida). (bom parágrafo, apesar de haver algumas lacunas argumentativas)
Por conseguinte (cuidado com repetições, sobretudo próximas, de operadores argumentativos), muitas pessoas do sexo feminino encontram-se desamparadas no quesito de higiene pessoal, (faltou uma vírgula aqui) o que impacta, exemplificadamente, na a sua vida social. Isso se dá, porque, devido à invisibilidade feminina e, consequentemente, dos seus direitos, as mulheres, sobretudo as carentes economicamente, tornam-se invisíveis perante as figuras públicas e dependentes de projetos sociais que doem produtos durante seu ciclo menstrual. Todavia, infelizmente, nem todas conseguem serem ser (em locuções verbais, o segundo verbo deve permanecer no infinitivo) contempladas por essas ações e, desse modo, possuem têm (não vejo, aqui, uma ideia de posse; posso estar enganado e, se for o caso, peço desculpa) seu cotidiano e, por vezes, sua saúde, afetada afetados (o particípio concorda com "cotidiano" e "saúde"), haja vista os casos de meninas que faltam nas escolas, devido á faltam às escolas devido à escassez de recursos durante seu período menstrual, tal como absorventes, o que evidencia que a escassez de políticas públicas por parte do Estado, além de romper com o romper o direito à saúde, (faltou uma vírgula aqui) rompe, também, com outros rompe, também, outros aspectos importantes na vida desses indivíduos, como a educação. (muito bom parágrafo)
Destarte, cabe ao Governo Federal - importante entidade para a garantia do bem-estar social -, por meio do Ministério da Saúde, além de promover campanhas para a propagação de informações sobre o assunto menstrual, disponibilizar produtos de higiene, por exemplo, em postos de saúde, a fim de proporcionar um melhor conforto no período menstrual, principalmente de jovens e mulheres em situações de vulnerabilidade, combatendo a pobreza menstrual. Assim, será possível erradicar essa banalidade da a banalidade do problema na sociedade brasileira (proposta completa, parabéns!).

Qualquer dúvida, estou à disposição.
1
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Por hgdgc
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#117154
No seu desenvolvimento, embora o você apresente argumentos relevantes sobre a influência histórica e as consequências sociais da pobreza menstrual, é importante fortalecer a argumentação com dados e exemplos concretos. Utilize estatísticas sobre a falta de acesso a produtos de higiene menstrual no Brasil, cite casos reais que ilustrem as dificuldades enfrentadas pelas mulheres e mencione pesquisas ou relatórios que demonstrem a gravidade da situação.
Na conclusão, a proposta de ação do Governo Federal e do Ministério da Saúde é ótima. No entanto, seria necessário detalhar mais como essas campanhas de informação seriam realizadas, como os produtos de higiene seriam disponibilizados nos postos de saúde e como o combate à pobreza menstrual poderia ser efetivado de forma abrangente e sustentável.
A estrutura do texto está bem organizada, mas é preciso fortalecer a argumentação com dados concretos e detalhar melhor a proposta de solução.
Espero que tenha ajudado : )
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Por Felipe082
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#117247
Oi, @hgdgc. Obrigado por contribuir para o projeto! :)
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Recomendo a leitura do manual dos corretores do ENEM: apostila-manual-de-leitura-dos-corretor ... 15107.html

Fiz uma correção, @geoca. Não ficou muito organizada, mas espero que dê para entender.

Em seu conceito "Banalidade do Mal', a filósofa Hannah Arendt discute como a constante repetição de uma atitude hostil é vista de forma normalizada pela sociedade. Em analogia ao pensamento da escritora, é evidente que ele condiz com a realidade brasileira (achei meio confusa a articulação entre as frases; sugiro: "De maneira análoga ao pensamento da escritora, a pobreza menstrual é banalizada na realidade brasileira [...]"), (faltou uma vírgula aqui) já que, por a falta de recursos pelas mulheres para garantir sua dignidade no período menstrual ser recorrente no Brasil, suas consequências, como os impactos nas suas vidas, sobretudo na social, são vistas de forma normalizada. Sob esse viés, faz-se necessária a análise desse cenário, bem como possíveis soluções para combatê-lo (no meu ponto de vista, essa frase é um pouco vaga). (sua introdução está muito boa; só faltou citar a expressão "pobreza menstrual")
Primordialmente (não gosto muito desse conectivo para iniciar o D1, porque ele pode transmitir uma ideia de prioridade em relação ao D2), é válido ressaltar a influência histórica como um dos fatores que dificultam a efetivação de políticas públicas de saúde que combatam a pobreza menstrual no país. Isso ocorre, porque, ao decorrer dos períodos da história humana, as mulheres, por não serem reconhecidas como detetoras detentoras (acredito que tenha sido um erro de digitação; não vou contar como um desvio) de direitos, como na cidade de Atenas, na Grécia Antiga, tinham suas necessidades negligenciadas. Dessa forma (houve um salto temático muito brusco, causado, em parte, pelo uso do conectivo conclusivo "dessa forma"; é importante deixar claro há uma distância temporal de séculos entre a sociedade ateniense e a brasileira, de modo que não se pode afirmar que o patriarcalismo desta foi originado, diretamente, pelo patriarcalismo daquela), construiu-se uma sociedade, por exemplo, brasileira, baseada no patriarcal patriarcalismo (o termo "patriarcal" é um adjetivo e, por isso, deve ser usado apenas para caracterizar um substantivo), em que o homem domina a esfera social e possui seus interesses contemplados (quais interesses?), enquanto a figura feminina, mesmo que não igualmente aos outros tempos históricos, possui recursos básicos, como o acesso a produtos de higiene menstrual, recusados, sendo esse cenário intensificado ainda mais pela construção de tabus a cerca do tema (quais tabus?), haja vista que isto isso (o ENEM não considera o uso incorreto de pronomes demonstrativos um desvio) impossibilita a visibilidade do assunto e, por conseguinte, dificulta a cobrança da população, sobretudo mulheres que não possuem acesso efetivo a informação, de medidas (em quais aspectos o governo falha?), por parte do Governo governo, que combatam essa problemática no corpo social brasileiro (não encontrei desvios nessa frase, mas seria interessante reformulá-la para reduzir a quantidade de vírgulas e, com isso, tornar a leitura mais fluida). (bom parágrafo, apesar de haver algumas lacunas argumentativas)
Por conseguinte (cuidado com repetições, sobretudo próximas, de operadores argumentativos), muitas pessoas do sexo feminino encontram-se desamparadas no quesito de higiene pessoal, (faltou uma vírgula aqui) o que impacta, exemplificadamente, na a sua vida social. Isso se dá, porque, devido à invisibilidade feminina e, consequentemente, dos seus direitos, as mulheres, sobretudo as carentes economicamente, tornam-se invisíveis perante as figuras públicas e dependentes de projetos sociais que doem produtos durante seu ciclo menstrual. Todavia, infelizmente, nem todas conseguem serem ser (em locuções verbais, o segundo verbo deve permanecer no infinitivo) contempladas por essas ações e, desse modo, possuem têm (não vejo, aqui, uma ideia de posse; posso estar enganado e, se for o caso, peço desculpa) seu cotidiano e, por vezes, sua saúde, afetada afetados (o particípio concorda com "cotidiano" e "saúde"), haja vista os casos de meninas que faltam nas escolas, devido á faltam às escolas devido à escassez de recursos durante seu período menstrual, tal como absorventes, o que evidencia que a escassez de políticas públicas por parte do Estado, além de romper com o romper o direito à saúde, (faltou uma vírgula aqui) rompe, também, com outros rompe, também, outros aspectos importantes na vida desses indivíduos, como a educação. (muito bom parágrafo)
Destarte, cabe ao Governo Federal - importante entidade para a garantia do bem-estar social -, por meio do Ministério da Saúde, além de promover campanhas para a propagação de informações sobre o assunto menstrual, disponibilizar produtos de higiene, por exemplo, em postos de saúde, a fim de proporcionar um melhor conforto no período menstrual, principalmente de jovens e mulheres em situações de vulnerabilidade, combatendo a pobreza menstrual. Assim, será possível erradicar essa banalidade da a banalidade do problema na sociedade brasileira (proposta completa, parabéns!).

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