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Machado de Assis, em sua obra “Quincas Borba”, diz que “a paz é a destruição” como forma de justificar uma teoria conhecida como “Humanitismo”, que defende a guerra e a sobrevivência do mais forte como única maneira de existência da espécie humana. Em paralelo à escrita do romance, a contemporaneidade tem mostrado o quanto essa frase escrita por Machado é projetada no comportamento dos usuários na internet através da “cultura do cancelamento”. Isto é, quando as pessoas necessitam do conflito para expressar seu censo de justiça e, como consequência, banalizam temas que de fato deveriam ser problematizados.
Em primeiro lugar, é importante esclarecer o que é a cultura do cancelamento e como ela alimenta um ciclo de discórdia. A cultura do cancelamento, a princípio, surge como uma ideia para expor pensamentos que antes eram naturalizados, mas que através de estudos foram observados como problemáticos. O que, em tese, é algo bom, pois possibilita a discussão de diversos assuntos como homofobia, racismo e machismo. Contudo, a partir do momento que as pessoas estabelecem um ponto de vista, apontam qualquer ideia contrária como errada e digna de ser usada do artifício do cancelamento. Como exemplo, a grande polarização política no Brasil, onde artistas como Juliana Paes e amigos, que prestaram suporte a ela, foram linchados por sua opinião política.
Em consequência disso, temas importantes têm sido banalizados. Isso é explicado por Hannah Arendt em seu livro “Eichmann em Jerusalém”, que aborda sua teoria acerca da “banalização do mal”, quando a filósofa, judia, percebe que um oficial nazista, em seu julgamento, não é mau, mas estava cumprindo ordens e provavelmente seria morto se não as fizesse. Dessa forma, quando um indivíduo resolve exagerar ao acusar outro e estabelecer nominalmente termos a essa pessoa como “fascista”, “racista”, “machista” entre outros através da concepção dele do que esses termos significam, eles não só são banalizados, como também, quando de fato aparecem em alguém, se tornam irreconhecíveis.
Em suma, fica claro que a cultura do cancelamento não tem sido usada da maneira a qual foi concebida e que esse fator tem feito com que alguns termos importantes tenham seus significados esvaziados, o que se torna um problema quando eles se tornam inidentificáveis e se encontram intrínsecos em personalidades com cargos significativos. Para amenizar essa problemática, é dever do Ministério da Educação a implementação do ensino de termos sociológicos nas escolas, através da explicação para os alunos do contexto histórico e o significado que eles carregam. Dessa maneira, os estudantes passarão a atribuir esses termos às pessoas e situações corretas e a internet não será mais palco de um conflito exagerado e banal e para os usuários, em vez de destruição, a paz será uma ambição.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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