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As evoluções tecnológicas e a Marinha do futuro.

Enviado: 03 Jun 2021 13:37
por Alunobravo
Invicta, moderna, aprestada. Esses são alguns adjetivos inerentes à Marinha do Brasil (MB) – instituição permanente e regular - , que, desde a sua criação, em 1822, tem pautado suas diretrizes estratégicas em consoância ao futuro e às evoluções tecnológicas. Nesse contexto, cabe ressaltar estes atos: o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e a aquisição de meios multipropósitos. Torna-se necessário, logo, compreender esta e aquela medidas.
Sabe-se, em primeiro lugar, que o PROSUB é um importante plano de aquisição de submersíveis para a MB. Por dever constitucional, compete à Força Naval a tarefa de Defesa da Pátria; em 2008, com vistas ao cumprimento de suas atribuições e às transformações globais, a pioneira Força Marítima, em parceria com a França, assinou o contrato do projeto, em que prevê a aquisição de quatro submarinos convencionais e um de propulsão nuclear. Ressalta-se a importância do desenvolvimento da nave nuclear, pois essa tecnologia insere o Brasil no seleto patamar das Marinhas do Hemisfério Norte. Por conseguinte, seja pela evolução da energia dos ventos ao vapor, seja do petróleo à atômica, de fato, a Gloriosa Armada verde e amarela consolida-se para o futuro como uma Força imponente e jubilosa.
Ademais, o Poder Naval, por possuir características de mobilidade, flexibilidade e versatilidade, requer vasos bélicos multipropósitos. Devido à especificidade tridimensional do ambiente marítimo – mar, terra e ar - , a Marinha tupiniquim adquiriu, em 2017, o navio Multipropósito Bahia, o qual tem capacidade de operar harmoniosamente com os meios aeronavais adjudicados e com tropas de Fuzileiros Navais (FN) embarcadas, a fim de cumprir, eficientemente, as diversas tarefas básicas, por exemplo, controle de área marítima e projeção de poder em terra. Além desses vetores de poder, esse importante navio atende o padrão de tecnologia compatível às necessidades de interoperabilidade com outros países, em caso de missões conjuntas, as quais reforçam o contexto da globalização. A MB contribui, assim, com a persuasão armada do País consubstanciada nas evoluções tecnológicas.
Infere-se, portanto, que a Invicta Esquadra de Tamandaré, quer pela implementação do PROSUB, quer pela aquisição dos meios multipropósitos, está alinhada aos progressos da ciência e às demandas do mundo globalizado. O Governo Federal, por intermédio do Ministério da Defesa, deve avultar recursos financeiros para a Força Marítima adquirir, paulatinamente, novas panóplias avançadas. Afinal, marinha forte: Brasil soberano.