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O desequilíbrio da balança
Graciliano Ramos descreveu a vida miserável de uma família de imigrantes rurais em seu livro Vidas Secas. No romance, é óbvio que os personagens estão longe da riqueza de poucas pessoas e são obrigados a viver em busca de melhores condições de vida. Embora fictícia, esta situação representa a vida de muitas pessoas que vivem na pobreza. Portanto, é preciso enfatizar que a riqueza de poucas pessoas não trará benefícios para a sociedade como um todo. Isso porque os benefícios dessas riquezas afetam significativamente apenas uma pequena parte da sociedade, de modo que a concentração de renda e poder está aumentando.
A divisão de classes por renda, observado desde a Grécia Antiga, liga-se em 1867 a ideia de Karl Marx, onde as classes se resumem em dominante e dominada, e isso apenas deixaria de existir quando a classe trabalhadora tivesse consciência de que são explorados e se unissem na chamada Revolução Proletária. Dessa forma, analisando-se o pensamento descrito na obra O Capital, vê-se que, sucintamente, essa configuração social ainda insere-se nas relações econômicas das nações, onde os trabalhadores sustentam a exorbitante conta de seus superiores.
Essas desigualdades, entretanto, são muitas vezes menosprezadas em virtude do discurso da meritocracia, a partir do qual o esforço individual é alçado como meio de se obter o sucesso, ocultando os privilégios de certos grupos sociais. No Brasil, por exemplo, vários jovens pobres que ingressam no ensino médio não concluem o curso por terem que ajudar no sustento de suas famílias.
Portanto, é compreensível que a acumulação de capital privado conduza inevitavelmente a uma concentração crescente de renda e poder nas mãos de poucas pessoas. De acordo com um estudo da Universidade das Nações Unidas, os 10% mais ricos representavam 85% da riqueza total do mundo em 2000. Ao mesmo tempo, a OIT estima que 3 bilhões de pessoas vivem abaixo da linha de pobreza de US $ 2 por dia. Esse tipo de dado mostra um desequilíbrio preocupante: os ricos ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres, indicando que a riqueza de poucas pessoas não beneficia a sociedade como um todo.
Tal fato se dá como consequência de um sistema interessado em perpetuar os privilégios e benefícios de uma classe minoritária, que concentra riqueza e poder, e manter o resto da sociedade marginalizada, como no caso da família de retirantes de Vidas Secas.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

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Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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