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Em 2020, uma menina de 10 anos foi abusada pelo próprio tio e acabou engravidando, por causa disso, a família da criança recorreu à justiça, para que ela realizasse um aborto de forma legal e segura, uma vez que o procedimento é considerado crime contra vida no Código Penal brasileiro. Entretanto, os parentes da menina receberam diversos ataques de pessoas que se declaram contra a interrupção da gravidez. Logo, a questão da descriminalização do aborto no Brasil ainda é um tabu, visto que mesmo sendo laico, o país ainda é influenciado pela religião, além disso, a criminalização do procedimento contribui para a desigualdade social. Por isso, é necessário que providências sejam tomadas, para que essa chaga social seja combatida.
   Primeiramente, vale ressaltar a falsa sensação de laicidade por parte do Estado, já que o Congresso Nacional possui uma bancada religiosa, então, os membros dessa bancada, com seus pensamentos conservadores baseados em crenças pessoais atuam como um empencilho para o progresso da sociedade. Como consequência, muitas mulheres morrem na clandestinidade, pois aqueles que se intitulam "a favor da vida" não levam em consideração as questões financeira e psicológica da vítima. Todavia, 80% das mulheres que recorrem ao aborto clandestino são evangélicas ou católicas, segundo os dados do PNA(Pesquisa Nacional do Aborto).
   Paralelamente, a criminalização do aborto contribui para a desigualdade social, pois atinge principalmente as mulheres mais vulneráveis socialmente. As pesquisas do Ministério da Saúde mostram que 89% daquelas que realizam o aborto no Brasil são pobres. Isso ocorre porque as mulheres que possuem alto poder aquisitivo fazem a interrupção da gravidez em outros países, onde o aborto é legalizado. Consequentemente, aquelas que vivem à margem da sociedade recorrem à ilegalidade das clínicas clandestinas. Ademais, a quantidade de mortes por aborto é muito maior em países subdesenvolvidos do que em países desenvolvidos.
   Portanto, é imperioso que providências sejam tomadas acerca da descriminalização do aborto no Brasil. Para que isso aconteça, cabe ao Poder Legislativo reverter a lei, por meio de uma votação no Congresso Nacional. Após isso, o Ministério da Saúde deve investir em clínicas especializadas no procedimento, contratando por concurso público, médicos, enfermeiros e psicólogos, assim, as mulheres serão amparadas psicologicamente e poderão fazer o aborto com segurança. Por último, promover palestras e campanhas em espaços públicos sobre os perigos do aborto clandestino e a importância dos métodos contraceptivos, a fim de evitar o número de abortos e doenças sexualmente transmissíveis. Dessa forma, a questão da descriminalização do aborto no Brasil será resolvida.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

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Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

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Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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Redação ENEM 2021

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