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#54271
Linha tênue entre mudar ou ser reprimido para sempre.
Diante do tribalismo existente no enredo de Mayombe, obra de Pepetela, o personagem Ingratidão do Tuga comete um roubo e, automaticamente, o Comissário sugere fuzilamento. Não obstante, a sociedade reage a determinadas atitudes ilegais, injustas ou preconceituosas, de maneira a pressionar mudanças de comportamentos ou, como no livro, a oprimir os alvos dessas ações. Dessa forma, é indubitável a existência de uma cultura do cancelamento e de uma hierarquização das relações punitivas.
Primeiramente, segundo o filósofo Michel Foucault, em sua obra Microfísica do Poder, o poder não está nos indivíduos, e sim nas redes e discursos que os sustentam. Desse modo, há o ponto de vista de que é necessário repudiar pessoas por terem cometido falhas ou crimes, afim de causar transformações na sociedade por meio da represália e isolamento dessas. Logo, o cancelamento torna-se um hábito comum e, se usado de maneira contundente, pode trazer benefícios, como mudanças de comportamentos.
Ademais, na concepção de Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do homem”, ou seja, os seres humanos, fundamentalmente egoístas e tendo necessidades dos mesmos bens, são fatalmente inimigos entre si. Sob essa perspectiva, a partir de uma releitura contemporânea da teoria hobbesiana, é possível relacionar esses conceitos aos limites das liberdades individuais. Dessa forma, é imprescindível a importância de mudanças de atitudes, porém, desde que não haja violação dos direitos básicos e humanos da vida de outrem.
Portanto, tendo conhecimento da cultura de cancelamento e o quanto ela impacta as liberdades alheias, é necessário refletir sobre o status quo da sociedade contemporânea como transformadora de comportamentos ou reprodutora de repressões historicamente enraizadas. Dessa forma, pensando mais nas consequências de certas ações, é possível evitar condutas equivocadas como a do Comissário.

Gostaria que avaliasse minha redação em uma nota entre 0 e 50! Desde já agradeço! :)
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

#54309
Linha tênue entre mudar ou ser reprimido para sempre.

Diante do tribalismo existente no enredo de "Mayombe", obra do escritor Pepetela, o personagem Ingratidão do Tuga comete um roubo e, automaticamente, o Comissário sugere fuzilamento. Não obstante, a sociedade reage a determinadas atitudes ilegais, injustas ou preconceituosas, de maneira a pressionar mudanças de comportamentos ou, como no livro, a oprimir os alvos dessas ações. Dessa forma, é indubitável a existência de uma cultura do cancelamento e de uma hierarquização das relações punitivas.

Primeiramente, Em primeiro lugar, [ faltou apresentar seu argumento primeiro] segundo o filósofo Michel Foucault, em sua obra Microfísica do Poder, o poder não está nos indivíduos, e sim nas redes e discursos que os sustentam. Desse modo, há o ponto de vista de que é necessário repudiar pessoas por terem cometido falhas ou crimes, a fim de causar transformações na sociedade por meio da represália e isolamento dessas. Logo, o cancelamento torna-se um hábito comum e, se usado de maneira contundente, pode trazer benefícios, como mudanças de comportamentos.

Ademais, [faltou apresentar seu argumento antes do repertório] na concepção de Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do homem”, ou seja, os seres humanos, fundamentalmente egoístas e tendo necessidades dos mesmos bens, são fatalmente inimigos entre si. Sob essa perspectiva, a partir de uma releitura contemporânea da teoria hobbesiana, é possível relacionar esses conceitos aos limites das liberdades individuais. Dessa forma, é imprescindível a importância de mudanças de atitudes, porém, desde que não haja violação dos direitos básicos e humanos da vida de outrem.

Portanto, tendo conhecimento da cultura de cancelamento e o quanto ela impacta as liberdades alheias, é necessário refletir sobre o status quo da sociedade contemporânea como transformadora de comportamentos ou reprodutora de repressões historicamente enraizadas. Dessa forma, pensando mais nas consequências de certas ações, é possível evitar condutas equivocadas como a do Comissário.
* Acredito que seria bom, para sair do senso comum (do óbvio), incluir na necessidade de reflexão uma ação concreta, logo após o esse trecho, seria interessante colocar um: "por meio de políticas públicas/ações afirmativas/campanhas midiáticas..." (invista nesses termos também, assim você daria margem para uma solução mais técnica/governamental.

Espero ter ajudado! :D
#54312
jherodrigues escreveu:Linha tênue entre mudar ou ser reprimido para sempre.

Diante do tribalismo existente no enredo de "Mayombe", obra do escritor Pepetela, o personagem Ingratidão do Tuga comete um roubo e, automaticamente, o Comissário sugere fuzilamento. Não obstante, a sociedade reage a determinadas atitudes ilegais, injustas ou preconceituosas, de maneira a pressionar mudanças de comportamentos ou, como no livro, a oprimir os alvos dessas ações. Dessa forma, é indubitável a existência de uma cultura do cancelamento e de uma hierarquização das relações punitivas.

Primeiramente, Em primeiro lugar, [ faltou apresentar seu argumento primeiro] segundo o filósofo Michel Foucault, em sua obra Microfísica do Poder, o poder não está nos indivíduos, e sim nas redes e discursos que os sustentam. Desse modo, há o ponto de vista de que é necessário repudiar pessoas por terem cometido falhas ou crimes, a fim de causar transformações na sociedade por meio da represália e isolamento dessas. Logo, o cancelamento torna-se um hábito comum e, se usado de maneira contundente, pode trazer benefícios, como mudanças de comportamentos.

Ademais, [faltou apresentar seu argumento antes do repertório] na concepção de Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do homem”, ou seja, os seres humanos, fundamentalmente egoístas e tendo necessidades dos mesmos bens, são fatalmente inimigos entre si. Sob essa perspectiva, a partir de uma releitura contemporânea da teoria hobbesiana, é possível relacionar esses conceitos aos limites das liberdades individuais. Dessa forma, é imprescindível a importância de mudanças de atitudes, porém, desde que não haja violação dos direitos básicos e humanos da vida de outrem.

Portanto, tendo conhecimento da cultura de cancelamento e o quanto ela impacta as liberdades alheias, é necessário refletir sobre o status quo da sociedade contemporânea como transformadora de comportamentos ou reprodutora de repressões historicamente enraizadas. Dessa forma, pensando mais nas consequências de certas ações, é possível evitar condutas equivocadas como a do Comissário.
* Acredito que seria bom, para sair do senso comum (do óbvio), incluir na necessidade de reflexão uma ação concreta, logo após o esse trecho, seria interessante colocar um: "por meio de políticas públicas/ações afirmativas/campanhas midiáticas..." (invista nesses termos também, assim você daria margem para uma solução mais técnica/governamental.

Espero ter ajudado! :D
@jherodrigues, muito obrigada!

Aqui está a minha análise da sua r[…]

Ficou espetacular! :) Muito obrigado!!

Corrija seu texto agora mesmo, é de GRAÇA!

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