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#68563
Vivemos numa sociedade cada vez mais individualista, cada qual voltado para si
mesmo, na qual as pessoas são educadas através dos Reality Shows, a julgar, punir e
eliminar quem comete algum erro ou simplesmente não tem a opinião dominante.
Desencadeando a cultura do cancelamento, o que está gerando na sociedade sérios
problemas, tanto de ordem social, quanto de ordem emocional. No ano de 2019, de
acordo com o jornal “Estadão”, a influenciadora digital e estudante de psicologia
Alinne Araújo, após receber inúmeras críticas, por resolver casar com ela mesma, depois do
noivo a ter abandonado na véspera da cerimônia, colocou em cheque sua imagem e sua carreira, não
tendo um preparo psicológico, a blogueira acabou por se jogar do nono andar do prédio onde
morava no Rio de Janeiro. Dessa maneira, é relevante que haja um aniquilamento dessa cultura de
propagação de ódio, a fim de que uma sociedade mais humanizada e civilizada seja construída.

Primeiramentee, vale ressaltar a falta de diálogos que essa cultura traz para a sociedade, os
canceladores inserem padrões nas suas celebridades, fazendo com que elas se sintam na obrigação
de falar o que o seu público quer ouvir. Em contraste dessa cognição, no texto “Introdução a vida
não-fascista”, do filósofo Michel Foucault, em uma das primeiras citações que ele faz no texto para
não tomarmos ações fascista no cotidiano, é justamente deixar de colocar as pessoas em padrões de
comportamentos e formas de agir. É lastimável ver que essas figuras públicas estão dando mais
ênfase a vigilância de seus discursos, se posicionando de maneira asséptica, não abordando
problemas urgentes, por temerem a repressão de seu público, por não terem sua opinião dominante.
Desse modo é evidente que essa problemática pode gerar inúmeros malefícios para alguém que
apenas tem o seu ponto de vista ou personalidade diferente da manada.
Ademais esse linchamento em público, como aconteceu com a Alinne Araújo, faz com que toda a
identidade da pessoa seja reduzida a um erro, e é apedrejada por pessoas que se dizem ser
militantes, antes mesmo de poder se justificar, muitas vezes esse punhado de “juízes” não cogita
criticar a ideia, mas sim a pessoa. Por sofrer esse tipo de rejeição massiva, pode ser o estopim para o
desenvolvimento de sérios problemas psicológicos. Com o isolamento forçado e o desprezo de conhecidos e desconhecidos, a vítima pode desenvolver Transtornos de Pânico, Transtornos de
Ansiedade e depressão profunda, podendo levar ao suicídio. Contudo, é imprescindível a demolição
dessa cultura, com a finalidade de uma sociedade com mais empatia e bom senso.
Frente a tal problemática, é evidente que julgar e punir não cabe a nós, a sociedade
contemporânea está desenvolvendo o dote de punir, quando na verdade tem o dever de instruir, mas
isso precisa ser feito de uma maneira humana, delicada e empática. Isto posto, cabe ao Ministério da
Educação, por meio da mídia e figuras públicas, usufruir dessa corrente do ódio para fazer uma
contracorrente para a divulgação de campanhas de conscientização para que as pessoas possam
refletir sobre as consequências dessa cultura, com o propósito de uma sociedade mais instruída e
racional. Ademais incentivação de escolas, por meio do Ministério da Educação a instalação de
sistemas de ensino, mais construtivistos, para a formação de indivíduos melhores e que se
preocupam com o próximo. Se você não age e não se coloca no lugar do outro, você pode se tornar
aquilo que você mais teme.
Competência 1

Demonstrar domínio da norma da língua escrita.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 2

Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

Sua nota nessa competência foi: Redação ainda não pontuada

Competência 3

Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

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Competência 4

Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

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Competência 5

Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

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